Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Jornal Metro

O maior jornal diário do mundo

Jornal Metro

O maior jornal diário do mundo

Entrevista com Joss Stone

Vinte e dois anos, quatro discos e muito funk e soul a correr-lhe nas veias. Joss Stone atende-nos o telefone a partir de Nova Iorque ainda antes de começar a digressão do novo disco. Está com a voz atacada e com o nariz entupido... para uma cantora é horrível. Mas não perde a boa disposição nesta conversa com o Metro.

 

Esta vai ser a sua segunda vez a actuar aqui em Portugal. Qual foi a melhor memória que levou de cá?
Talvez o público. Foram óptimos, sempre muito divertidos! Senti uma grande energia. É por causa do público que eu quero voltar.

Da primeira vez veio ao festival Rock In Rio. Desta vez vai actuar em dois concertos próprios. E o do Porto é no dia dos namorados!

Ohhh... que giro! Bem, quero que seja um espectáculo mais íntimo, com elementos mais acústicos. Tirando isso... quero apenas curtir e improvisar, como sempre. Não gosto de pensar, de organizar muito, senão fico entediada.
 

O seu novo album “Colour Me Free” foi feito em apenas uma semana. Foi fácil?
Se te envolveres com as pessoas certas, com grandes músicos – que foi o que fizemos – não podemos errar! Mas nunca deve ser difícil. Se é uma luta, nem se deve começar a fazer…

Como é que uma cantora tão jovem, com 22 anos, tem já quarto álbuns e uma ligação tão natural à música soul e funk?
Não sei muito bem. Acho que é apenas porque adoro esta música. E depois sempre me rodeei de músicos que também adoram esta música, como a Betty White, por exemplo.

Qual é a primeira recordação que tem da música?
Ah, meu Deus! Talvez, de quando tinha três anos, a minha mãe a tocar Anita Baker – o soul vem daí. E o meu pai a tocar James Brown.

 

 

Este seu álbum parece ter um som um pouco mais cru, mais sujo. Concorda?
Isso talvez seja do facto de ter sido feito numa semana. Eu quis que fosse assim, quis que toda a gente andasse rápido. Foi do género: "Vamos lá pessoal, toquem! Não pensem! Toquem o que vos venham à cabeça!" Foi interessante. Estava toda a gente a dizer "Temos de fazer tudo perfeito." Não temos não! Temos de fazer música. E foi isso que fizemos. E acho que ficou muito cru, muito verdadeiro.

É curioso que tem dois convidados completamente distintos, o rapper Nas e o lendário guitarrista dos Yardbirds, Jeff Beck, juntos no mesmo album.
Eu pensei, “por que não?” Estamos numa altura em que as pessoas pensam que a música soul é um género. Mas não é: é um feeling. É por isso que se chama soul. Pode ser reggae, hip-hop, rock, blues, R&B, jazz, clássica. Tudo o que quisermos, desde que o sintamos.

  

O seu disco tem muitos elogios, mas a capa foi considerada pela revista Pitchfork uma das piores do ano!

Ai meu Deus! (risos)

Qual é o conceito da capa?

Eu não sou nenhuma modelo... Quis ser artística, não bonita. E quis que significasse alguma coisa.

E o que significa? Aparece presa numa jaula...
Yeap. "That would be correct, sir"… (ri-se e pausa) … Acho que a ideia é auto-explicativa. E vai bem com o título do disco.


Tem que ver com os problemas da editora devido aos adiamentos do álbum?
Yeap! (ri-se) Mas não quero falar sobre isso...