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Ibiza 2010 - Reportagem - Controlar os jovens em Ibiza

Álcool e drogas são palavras chave nas viagens de finalistas. Por isso, a organização aposta sempre na prevenção, acima de tudo. A presença de uma equipa de segurança no terreno é essencial. Rui Ferraz tem 27 anos e foi dos primeiros a integrar esta equipa em Lloret, há cerca de quatro anos.

 

Qual é a sua função aqui?

Faço parte da equipa de segurança. O meu trabalho é assegurar que os miúdos não destruam o hotel. À noite, é resolver alguns conflitos que possam existir. Eles têm-se portado mais ou menos. O problema é que com o passar do tempo, o álcool, a euforia, acaba sempre por haver algum descontrolo.
Exageram no barulho, nos estragos que fazem.

 

É um trabalho 24h por dia?

Sim, basicamente, porque há sempre alguém que se aleija, e tem de ir ao hospital, ou há barulho a mais.

 

O que já aconteceu aqui?

Houve grupo que causou alguns distúrbios no corredor, durante a noite. Estão um pouco bêbados e partem tudo, são alguns vandalismos que não se compreendem. Depois houve outro miúdo que perdeu o autocarro e achava que éramos culpados por ele demorar meia hora a ir ao quarto buscar o cartão.

 

É a primeira vez que trabalha nestas viagens?

Não, fui o primeiro elemento da segurança em Lloret, há 4 ou 5 anos, e desde aí acharam que a equipa de segurança era uma mais valia.

 

Há grandes diferenças entre Lloret e Ibiza?

Sim, claro. Viemos parar a Ibiza numa época baixa, é uma cidade fantasma, os sítios abrem à noite praticamente para nós. Tem uma coisa boa, o hotel é todo nosso, o que facilita imenso o trabalho. Lloret é a loucura, são 10 mil miúdos... Infelizmente com os problemas, os destinos começam a não aceitar portugueses.

 

E agora com mais uma notícia, desta vez de uma morte, volta a falar-se no tema?

Sim, vai criar-se uma grande polémica. Lembro-me da história da violação em Lloret há uns anos. Eu estava lá. Não foi violação. Os miúdos são muito influenciáveis. Este ano, o suicídio/morte vai criar uma grande questão a nível da segurança novamente, por exemplo, onde estão as pessoas responsáveis pelos miúdos... volta a falar-se do álcool e das drogas.. Por muito que queiramos controlar tudo, é impossível. Na fronteira, fomos abordados pela GNR, e os miúdos entregaram voluntariamente a droga, mas há muito que não entregam.

 

Matiné Pacha Ibiza