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Jornal Metro

O maior jornal diário do mundo

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Orações e brigas no túmulo de Jesus

 

Esta foi a última luta que existiu no Santo Sepulcro, em 2008.

Com um pouco de sorte – e oração – este ano, a Páscoa na igreja de Santo Sepulcro de Jerusalém será calma. Nesta igreja encontra-se o túmulo de Jesus, mas, frequentemente (frequentemente? Ou originada no ano passado...) faz cabeçalhos dos jornais porque os monges que a dirigem entram em conflito uns com os outros.

 

Os anos em que a Páscoa Católica e Ortodoxa coincidem, como este ano, são particularmente complicados. “Se fizermos algo especial pela Páscoa, os outros têm que aprovar”, explica Athananius Macora, monge franciscano que representa o contingente Católico. “Na Quinta-Feira Santa temos acesso à Igreja, enquanto os gregos praticam a sua liturgia na rua.” E na Páscoa, três outras comunidades cristãs ouvirão missas em línguas diferentes ao longo do dia: cada comunidade irá utilizar uma parte previamente definida da igreja.

“Esta igreja é a mais sagrada do Cristianismo”, sublinha o arcebispo arménio, Aris Shirvanian. “Os nossos antepassados sacrificaram imenso tempo e dinheiro pelo privilégio de ser seu co-proprietário.” Hoje em dia, a igreja, erguida em 326 sob o túmulo de Jesus, é co-propriedade da Igreja Católica, da Igreja Grega Ortodoxa e da Igreja Ortodoxa Arménia. “Sinto que tenho um trabalho importante pois defendo o acesso dos católicos à igreja”, diz o frade Macora. “Mas claro que é também um desafio.”

Existe um acordo prévio que estipula como é que os diferentes grupos podem usar a igreja, mas, mesmo assim, os grupos entram em conflito. Enquanto os monges católicos do Santo Sepulcro não costumam entrar em conflitos, os padres e monges gregos e arménios não se retraem perante uma ocasional exaltação. Em 2008, os padres gregos bloquearam uma procissão arménia na igreja, o que levou os padres arménios a começarem aos murros e aos pontapés. A luta originou um motim com várias pessoas a serem presas. Hoje em dia, os gregos aperfeiçoaram uma táctica para se dispersarem antes da polícia chegar, enquanto um padre grego se especializou em morder. (Os gregos não quiseram prestar declarações.) “O incidente de Novembro de 2008 foi a última grande luta dentro da igreja, mas, actualmente, a tensão já é controlável”, explica o porta-voz da polícia israelita, Micky Rosenfeld. “Temos um diálogo contínuo com a igreja. Comparada com a violência no Médio Oriente, a da igreja é um mal menor.” 

Na Páscoa, como em todos os outros dias, Wajih Nusseibeh irá abrir as portas da igreja às 04h00 e fechá-las 16 horas depois. No século VI, os otomanos escolheram os Nusseibeh, uma família muçulmana, como guardiães da chave da igreja e esse dever tem passado de pai para filho desde então.

 

Elisabeth Braw/METRO WORLD NEWS

 

 

Com um pouco de sorte – e oração – este ano, a Páscoa na igreja de Santo Sepulcro de Jerusalém será calma. Nesta igreja encontra-se o túmulo de Jesus, mas, frequentemente (frequentemente? Ou originada no ano passado...) faz cabeçalhos dos jornais porque os monges que a dirigem entram em conflito uns com os outros.

Os anos em que a Páscoa Católica e Ortodoxa coincidem, como este ano, são particularmente complicados. “Se fizermos algo especial pela Páscoa, os outros têm que aprovar”, explica Athananius Macora, monge franciscano que representa o contingente Católico. “Na Quinta-Feira Santa temos acesso à Igreja, enquanto os gregos praticam a sua liturgia na rua.” E na Páscoa, três outras comunidades cristãs ouvirão missas em línguas diferentes ao longo do dia: cada comunidade irá utilizar uma parte previamente definida da igreja.

“Esta igreja é a mais sagrada do Cristianismo”, sublinha o arcebispo arménio, Aris Shirvanian. “Os nossos antepassados sacrificaram imenso tempo e dinheiro pelo privilégio de ser seu co-proprietário.” Hoje em dia, a igreja, erguida em 326 sob o túmulo de Jesus, é co-propriedade da Igreja Católica, da Igreja Grega Ortodoxa e da Igreja Ortodoxa Arménia. “Sinto que tenho um trabalho importante pois defendo o acesso dos católicos à igreja”, diz o frade Macora. “Mas claro que é também um desafio.”

Existe um acordo prévio que estipula como é que os diferentes grupos podem usar a igreja, mas, mesmo assim, os grupos entram em conflito.

Enquanto os monges católicos do Santo Sepulcro não costumam entrar em conflitos, os padres e monges gregos e arménios não se retraem perante uma ocasional exaltação. Em 2008, os padres gregos bloquearam uma procissão arménia na igreja, o que levou os padres arménios a começarem aos murros e aos pontapés. A luta originou um motim com várias pessoas a serem presas. Hoje em dia, os gregos aperfeiçoaram uma táctica para se dispersarem antes da polícia chegar, enquanto um padre grego se especializou em morder. (Os gregos não quiseram prestar declarações.) “O incidente de Novembro de 2008 foi a última grande luta dentro da igreja, mas, actualmente, a tensão já é controlável”, explica o porta-voz da polícia israelita, Micky Rosenfeld. “Temos um diálogo contínuo com a igreja. Comparada com a violência no Médio Oriente, a da igreja é um mal menor.”

Na Páscoa, como em todos os outros dias, Wajih Nusseibeh irá abrir as portas da igreja às 04h00 e fechá-las 16 horas depois. No século VI, os otomanos escolheram os Nusseibeh, uma família muçulmana, como guardiães da chave da igreja e esse dever tem passado de pai para filho desde então.

“Não ganho dinheiro com este emprego”, explica Nusseibeh. “A família paga à pessoa que executa este trabalho. Mas, para mim, é uma honra trabalhar aqui porque os muçulmanos aceitam Jesus como profeta.”