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Jornal Metro

O maior jornal diário do mundo

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Goldfrapp: Longa vida aos sintetizadores!

 

Este "Head First" parece ser uma grande homenagem aos 80. Concorda?
É engraçado porque quando fizemos o disco “Supernature” toda a gente dizia: “Soa tanto a anos 80!”. Também disseram isso de “Black Cherry”.

Mas não acha que este ainda tem mais conteúdo que nos leva até essa década?
Acho que tem elementos disso, sim, sem dúvida. Especialmente as baterias e os sintetizadores. Mas Nós temos sempre muitas influências e inspirações para cada álbum.

E como apareceram as inspirações para este álbum?
Bem, queríamos fazer algo que fosse muito diferente do último álbum, “Seventh Tree”. Algo mais celebrativo, divertido, directo. E foi óptimo tirar os sintetizadores cá para fora e divertirmo-nos outra vez.

Como estava a dizer, há uma diferença de ambientes entre o último disco e este. Porquê mudar tanto?
Eu acredito que a música é uma expressão de um sentimento único e de ideias. E quando escrevemos música tentamos sons que expressem um ambiente e uma atmosfera. De certa forma, cada álbum é como se fosse um diário.

Como é que a Alison trabalha em estúdio com o Will?
É difícil explicar, porque não temos uma fórmula muito particular. Escrevemos tudo em conjunto. É um processo muito envolvente, com duas pessoas numa sala a partilhar ideias, a tocar, a falar. A tentar fazer coisas.

Mas a banda funciona melhor só a dois ou trabalham com mais gente?

É mais fácil ter duas pessoas do que quatro a escrever. Apesar de tudo, é muito divertido quando aparecem amigos para tocar connosco. E também é inspirador, pode ajudar-nos a desenvolver ideias.

Como é que divide o seu trabalho com o Will? O que faz melhor em estúdio?
Eu canto melhor do que toco sintetizadores! É onde me sinto mais confortável. Mas também me divirto muito a tocar. Mas o Will é o “master of the synthetizers”. Musicalmente fazemos tudo em conjunto.

As viagens também ajudam a descobrir novas coisas, ou só faz música em estúdio?
Eu ando sempre com algo que me permita gravar. E também com um caderninho. É muito importante, porque estamos sempre a  coleccionar ideias, à procura de inspirações. E nunca se sabe onde é que isso pode acontecer: pode ser no carro, pode ser no comboio... é um processo contínuo.

Já pensou na imagem que vai usar nos espectáculos de “Head First”?
Já falámos disso, mas estamos agora nos ensaios. A digressão só começa lá mais para o fim de Maio, por isso estou agora a pensar na produção, nos fatos. Está tudo ainda a formar-se! Vamos começar nos EUA, alguns espectáculos e depois muitos na Europa.

Vamos poder vê-los em Portugal em breve?
Sim, sim! Vamos a Portugal! Não me lembro da data, mas vamos para um festival este Verão. Não me lembro mesmo do nome... desculpa. [Entretanto soube-se ontem que a banda irá tocar no Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, dia 15 de Julho]

Acha que têm sido uma inspiração para muitos grupos e cantoras nos últimos anos, mas que nunca receberam o crédito devido?
Hum... há dois aspectos. Acho que tem sido reconhecido por certas pessoas e pela imprensa que influenciamos muitos dos novos e novas artistas. Mas é interessante que, quando fizemos o “Black Cherry” e o “Supernature” não acho que muita gente percebia o que estávamos a fazer. Não sabiam se era dance music ou outra coisa qualquer. Hoje em dia já é um lugar comum.

E acha que foram os Goldfrapp que ajudaram a tornar a definição mais clara?
Bem, o que estou a tentar dizer é que quando começámos ainda não normal ou popular como é nos dias. Mas há sempre pessoas que começam tendências e tornam-se moda. Mas o mundo é assim, não? Mas estamos muito contentes com o nosso sucesso e com a nossa carreira e estou muito feliz que estejamos aqui a fazer o que gostamos.


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