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Jornal Metro

O maior jornal diário do mundo

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"Juntos, podemos fazer a diferença contra a obesidade infantil", diz Michelle Obama

                                   

Larry King, da estação televisiva CNN, entrevistou a primeira-dama norte-americana, Michelle Obama.

 

Gosta do seu novo trabalho?

Gosto mesmo. Estou a divertir-me.

 

Não é pago...

Não é, mas é pago de outras formas que não incluem dinheiro. Quando gostamos de pessoas, ter um emprego onde se interage com os costumes e os hábitos do quotidiano é bom para fazer coisas que marcam a diferença. Por isso, não é nada mau.

 

Por que é que fez da obesidade infantil a sua prioridade?

Eu cheguei a esse assunto enquanto mãe. Antes de chegar à Casa Branca, principalmente quando o meu marido andava em campanha, nós levávamos uma vida igual à das outras famílias – sempre muito ocupados, a correr... fast food e demasiadas sobremesas. Felizmente, eu tive a sorte de ter um pediatra que trabalhou num meio urbano na comunidade Afro-Americana. Ele seguia atentamente o Índice de Massa Corporal (BMI, sigla em inglês) e reparou num nível ligeiramente alto no BMI das crianças e chamou-me à atenção.

 

Era alarmante?

Estava quase a atingir a “bandeira vermelha”.

 

Como é que reagiu?

Foi chocante, no início, porque eu pensei que estava a fazer o que era suposto. E não reparei em quaisquer alterações nos meus filhos. Por isso, foi um pouco chocante e um pouco perturbador, porque não tinha a certeza do que devia fazer. Mas fui para casa e foi como um despertador. Fizemos algumas alterações, mesmo com as agendas preenchidas. E foram alterações pequenas, mas pensei, “bem, temos é de fazer algo”.

 

Tem sido criticada por personalizar esse problema aos seus filhos.

Foi a única forma que encontrei para descrevê-lo, porque é a forma como eu me relaciono com ele. E eu sei que se não o combater dessa forma, enquanto pessoa com meios, informação e acesso ao que preciso, então o que acontecerá no mundo com as famílias e as comunidades onde as pessoas não têm acesso à informação? Por isso, pensei que era importante partilhar não só a minha história, mas o seu sucesso. E a questão é que as pequenas alterações fazem a diferença. Não foi uma revolução total nas nossas vidas para ver os resultados.

 

25 milhões de crianças são consideradas obesas nos EUA. Isto é uma crise?

Sim. Uma em cada três crianças. E uma em cada duas crianças nas comunidades Hispânica e Afro-Americana.

 

Formou uma força de ataque, hoje em dia?

Sem dúvida. O presidente assinalou o primeiro memorando federal de sempre que estabelece um esforço federal para combater a obesidade infantil. Eu penso que se trabalharmos com o resto do país, com pais, médicos, empresários, membros da indústria, do entretenimento e do desporto, sim, podemos fazer a diferença.