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Jesus atingido por um raio

Uma estátua gigante de Jesus ao pé de uma igreja em Ohio, EUA, ficou destruída depois de ter sido atingida por um raio. A escultura, de 19 metros e composta por fibra de vidro e espuma, foi consumida pelo fogo. As companhias de seguros já descreveram o caso como "um acto de Deus".

"Keifer Sutherland foi o segredo de '24'"

 

Howard Gordon é o produtor executivo da série "24". É ele o criador da personagem de Keifer Sutherland, o já lendário Jack Bauer, o agente norte-americano que luta contra os terroristas. O Metro falou em exclusivo com o produtor sobre a última temporada desta série que dura há já quase dez anos. Nos EUA, Jack Bauer já deixou os ecrãs, mas em Portugal ainda podemos ver os últimos episódios no canal FOX Crime (hoje às 22h15).

 

Nestes dez anos a trabalhar com o Keifer Sutherland, qual foi a melhor coisa de trabalhar com ele, como actor e pessoa?

 

 

A melhor qualidade dele como actor é a mesma que tem como pessoa: é destemido, inteligente e dedicado ao trabalho. Ele foi o segredo do programa, pela dedicação à série e ao enredo. Se ele não fosse assim, acho que tinha ido tudo abaixo. Ele marcou o tom de “24” e, apesar de ser actor, esteve sempre muito presente enquanto actor e isso fez com que ele se tornasse, para mim, o único público a quem eu queria agradar, enquanto produtor. Discutíamos muito e, muitas vezes, dessas discussões, saíam coisas muito boas. Não se limitava a ler as falas dele.

 

Alguma vez pensou em matar o Jack Bauer?

Sim e falámos muitas vezes dessa possibilidade ao longo dos anos. Incluindo com o Keifer e ele mostrou-se sempre receptivo à morte do Jack Bauer, caso isso fosse melhor para a série. Mas quando pensávamos nisso ou era muito deprimente ou não nos satisfazia. Não quer dizer que vá acontecer no filme, ou noutra altura...

 

Quando é que decidiram terminar com "24"? E foi mais difícil desatar todos os nós nestes 24 episódios por se tratar da última temporada?

Tanto eu como o Keifer soubemos logo quase à partida que esta seria, provavelmente, a última temporada. Não o anunciámos publicamente, mas falávamos disso em privado. Por causa disso, criámos logo uma ideia de como é que a série ia acabar: queríamos que fosse para uma direcção nova e que os espectadores questionassem a personagem Jack Bauer e o seu heroísmo.

 

O programa tem como personagem central um homem. Mas as mulheres também são bastante importantes. Qual é a sua personagem feminina preferida?

Adoro a Martha Logan, interpretada pela Jean Smart, da série 5. Foi a mais divertida de escrever e foi alguém que estava tão prejudicada no seu casamento e acabou por se descobrir ao encobrir a verdade. Para mim foi a história mais divertida, porque era alguém com uma enorme força interior, apesar das suas idiossincrasias e fraquezas pessoas. Também gostei muito da Sherry Palmer, interpretada por Penny Johnson Jerald.

 

Pode descrever como foi o último dia de filmagens?

 

 

Posso dizer que foi um dia eléctrico. Já estive perto de partos e mortes (risos) e senti que era um momento em que se sentia a vibração no ar, com muita excitação: de alegria, de tristeza... houve uma série de sentimentos, todos eles muito fortes. Mas foi das experiências mais gratificantes que eu já tive. Mas os finais são difíceis, todos eles. Foi difícil dizer adeus à equipa com quem trabalhámos todos estes anos, mas foi algo muito celebrado, com sentido de concretização e ficámos com relações muito fortes entre todos.

 

Do que se orgulha mais nestes dez anos?

A qualidade do enredo que nunca descurámos. Tanto no início como no fim. O legado que deixo é o empenho na escrita, na produção e também no desempenho dos actores. Às vezes as pessoas acabam por se relaxar ou mudam-se para outros projectos... mas neste caso o enfoque foi sempre a atenção nesta produção, do início ao fim.

 

Apesar de ainda não termos assistido ao final de "24" em Portugal, li que ficaram algumas pontas soltas. É algo para resolver no filme que estão a planear?

Sim, mas são questões muito básicas como para onde vai Jack Bauer depois de estar tanto tempo a defender o país e as suas instituições? O filme está agora a ser escrito, por um guionista chamado Billy Ray e passa-se na Europa, em vários países. Mas não há ainda nada de muito firme sobre o que se vai passar... mas espero começar a trabalhar em breve.

 

Alguma vez teve uma reacção do Governo norte-americano pelo enredo de “24”?

Oficialmente não, mas temos muitos fãs no Governo – quer da facção política, quer da facção militar. Uma das coisas interessantes da série foi que pessoas importantes pareciam gostar da série. Tenho muitas fotografias quer com democratas quer com republicanas que nos foram ver ao set. Mas comentários no conteúdo, isso não. Considero esta série como um grande teste de Rorschach, em que as pessoas vêem o que querem.

 

Houve um actor português, Joaquim de Almeida, que trabalhou com vocês na terceira série. Fazia de Ramon Salazar. Como foi trabalhar com ele?

Foi fantástico! Ele é um actor fantástico, uma pessoa divertida e adorei ouvi-lo falar em português, é uma língua linda. Foi muito divertido e fumámos muitos cigarros (risos).

 

 

Tem alguma cena favorita em toda a série?

Sim, acho que o último momento. Por ser o último momento. É algo que representa ainda mais do que a maioria dos finais. Mas além disso, há um momento muito definitivo, quando o Jack tem de matar Ryan Chappelle, o seu chefe, por ordem dos terroristas. É o meu episódio favorito. Cristaliza as escolhas que Jack Bauer teve de fazer para o bem triunfar.

 

Está a planear fazer mais séries ou está focado no filme?

Espero fazer uma nova série, mas estamos numa fase prematura de falar dos novos projectos.

 

Mas será algo com acção, armas e lutas?

Sim, mas não temos ainda nome. É um thriller em que estou a trabalhar com o Alex Gansa, que também era escritor de "24".

 

Uma curiosidade: em dez anos - e em que cada temporada representa as 24 horas do dia - não vemos Jack Bauer a comer ou a ir à casa de banho. Ele andou este tempo todo a lutar contra o crime de barriga vazia e bexiga cheia?

(risos) Bem... nunca foi grande mistério para mim. Sempre pensei que ele comia e ia à casa de banho enquanto se falavam de outras histórias ou durante os intervalos. Mas sabes que um personagem estar a comer tira ritmo à acção! Agora ele tem muito tempo para ir à casa de banho e comer!

 

Toureiro levado pela polícia por fugir do touro

Um toureiro mexicano foi levado para a esquadra por ter fugido a um touro. Cristian Hernandez abandonou a arena no início da tourada. Depois, perante os apupos do público, regressou, mas voltou a fugir, tendo sido depois levado para uma esquadra da polícia. Há alguns meses, Hernandez foi ferido numa perna durante uma tourada. Depois deste episódio, o matador disse que vai retirar-se.

Casamento via iPad

Depois deste caso, podemos concluir que o Mundo não será mais o mesmo com o iPad. Um casal norte-americano aficionado pelo novo PC táctil da Apple decidiu casar e pôr o aparelho no centro das atenções. O padre oficializou a cerimónia e leu os votos através do iPad. Por sua vez, o noivo parou a celebração para puxar do seu iPhone e actualizar o seu estado no Twitter e no Facebook, enquanto a noiva e os convidados esperavam... E só depois disso veio o beijo final. É caso para dizer que a Apple esteve por todo o lado.