Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Jornal Metro

O maior jornal diário do mundo

Jornal Metro

O maior jornal diário do mundo

O METRO oferece bilhetes para o teatro (ACTUALIZADO)

 

 

 

O METRO está a oferecer bilhetes para a peça de teatro "Hermanoteu na Terra de Godah", no Teatro Tivoli, para este fim-de-semana.

 

AINDA TEMOS DEZ entradas individuais para DOMINGO, DIA 2 DE MAIO, às 20 horas.

 

É só deixar a frase: "O Metro é o Melhor Jornal do Mundo".

 

Há também que deixar um e-mail para contactarmos os vencedores a explicar como podem levantar os prémios!

Toca a concorrer!

 

 

Portugal de fora da lista dos 50 melhores restaurantes do Mundo

Segundo o ranking S. Pellegrino:

 

1º Noma (Copenhaga, Dinamarca)

2º El Bulli (Roses, Espanha)

3º The Fat Duck (Bray, Inglaterra)

4º El Celler de Can Roca (Girona, Espanha)

5º Mugaritz (Errenteria, Espanha)

6º Osteria Francescana (Modena, Itália)

7º Alinea (Chicago, EUA)

8º Daniel (Nova Iorque, EUA)

9º Arzak (São Sebastião, Espanha)

10º Per Se (Nova Iorque, EUA)

11º Le Chateaubriand (Paris, França)

12º La Colombe (Cidade do Cabo)

13º Pierre Gagnaire (Paris, França)

14º L'Hôtel de Ville - Philippe Rochat (Crissier, Suíça)

15º Le Bernardin (Nova Iorque, EUA)

16º L'Astrance (Paris, França)

17º Hof Van Cleve (Kruishoutem, Bélgica)

18º D.O.M. (São Paulo, Brasil)

19º Oud Sluis (Sluis, Holanda)

20º Le Calandre (Rubano, Itália)

21º Steirereck (Viena, Áustria)

22º Vendôme (Bergisch Gladbach, Alemanha)

23º Chef Dominique (Helsínquia, Finlândia)

24º Les Créations de Narisawa (Tóquio, Japão)

25º Mathias Dahlgren (Estocolmo, Suécia)

26º Momofuku Ssäm Bar (Nova Iorque, EUA)

27º Quay Restaurant (Sidney, Austrália)

28º Iggy's (Singapura)

29º L'Atelier de Joel Robuchon (Paris, França)

30º Schloss Schauenstein (Fürstenau, Suíça)

31º Le Quartier Français (Franschhoek, África do Sul)

32º The French Laundry (Califórnia, EUA)

33º Martin Berasategui (Lasarte-oria, Espanha)

34º Aqua (Bath, Inglaterra)

35º Combal Zero (Rivoli, Itália)

36º Dal Pescatore (Montava, Itália)

37º De Librije (Zwolle, Holanda)

38º Tetsuya's (Sidney, Austrália)

39º Jaan Par Andre (Singapura)

40º  Il Canto (Sena, Itália)

41º Alain Ducasse Au Plaza Athénée (Paris, França)

42º Oaxen Krog (Oaxen, Suécia)

43º St. John (Londres, Inglaterra)

44º La Maison Troisgros (Roanne, França)

45º wd~50 (Nova Iorque, EUA)

46º Biko (Cidade do México, México)

47º Die Schwarzwaldstube (Baiersbronn, Alemanha)

48º Nihonryori RyuGin (Tóquio, Japão)

49º Hibiscus (Londres, Inglaterra)

50º Eleven Madison Park (Nova Iorque, EUA)

´

Agora, o melhor do Mundo.

Luz Casal: "Um bocadinho de aventura é sempre necessária"

Aqui fica a entrevista completa com a cantora espanhola, Luz Casal, a propósito do seu primeiro disco de boleros, "La Pasión". Encontrámo-la num hotel em Lisboa, entre várias viagens de promoção deste novo trabalho. Luz estava cansada, mas grata pela vida que sente voltou a reconquistar depois de ter ultrapassado um cancro, em 2007.

 

Quando li o nome do disco, “La Passión”, pensei que falasse mais de felicidade. Mas encontrei um álbum mais sofrido, de desencontros, de zangas e distâncias. São as coisas do amor, digo eu.
É verdade, são as coisas do amor e da vida. É assim! A primeira coisa que quis fazer foi um disco de homenagem ao bolero e o bolero é assim. Há uma canção que se chama “No, No y No”, que é quase frívola. A paixão é, fundamentalmente, uma atitude, mas fala de coisas do coração.

Quais são as suas paixões?
Viver, da maneira mais profunda e completa possível. Tirar proveito da vida, estar hoje aqui, num ambiente muito requintado e depois sair à rua, e caminhar. São as coisas mais belas e artísticas.

Nesta homenagem ao bolero canta músicas de outros compositores. O que é que encontrou nessas letras que a seduziram a cantá-las?
O bolero é um género de música em que as melodias são quase sempre muito belas. As histórias têm sempre detalhes cantados em espanhol, mas que variam consoante os países, como do Chile, Panamá ou México. O castelhano pode ser diferente. Mas o que me fascinou foi que eu, que pertenço ao pop e ao rock, pude cantar canções assim, que estiveram num ambiente muito diferente, com novos som e arranjos, que formam um espaço e uma maneira de cantar diferente. E eu adoro descobrir autores e compositores de diferentes países, homens e mulheres, que fizeram canções há muitos, muitos anos. Neste caso, nos anos 40 e 50.

A Luz cantou pela primeira vez um bolero no filme de Pedro Almodóvar, “Pensa em mim”, há 18 anos. Foi aí que descobriu o bolero?
Profissionalmente sim, porque descobrir o bolero é como descobrir o fado: se procuras, encontras tesouros. Todo o mundo latino conhece.

Mas profissionalmente foi nessa altura.

Foi aí que senti que era um género de música que tinha acompanhado até os meus pais e os meus avós.

E porquê só agora um disco de boleros?
Porque sim! (risos). Há muitas pessoas que pensam que eu ia fazer este disco depois do filme. Mas não era o momento, não sentia. Não  gosto de fazer as coisas de forma fácil. Acho que um bocadinho de aventura é sempre necessária. Foi em 2007 que, num dia como o de hoje, que me levantei da cama, e disse: "vou fazer o disco. Agora sim."

Parece notar-se alguma emoção na sua voz e nas suas palavras. A gravação deste disco foi mesmo assim, emocionada, ou é a sua forma de cantar?
A forma podia ter sido ainda muito mais expressiva, mas quando tenho palavras e melodias que saem do interior, canto dessa forma. Num concerto que canto canções como “Pedaço de Cielo” ou “Rufino” – sobre uma forma frívola de ser – faço-o de forma diferente, variada. Do meu ponto de vista, é uma sorte poder cantar canções com vários sentimentos. As gravações são quase as originais, que cantei com os músicos. Por exemplo, a “Con Mil Desenganos” estava constipada, com a voz apanhada, e ouve-se eu a tossir! Mas segui.

A última música do disco chama-se “La Cigarra”. Por que é que a deixou para o fim?
Bem, não é um bolero. É das canções mais recentes, escrita pela compositora argentina Maria Helena Walsh. Quando ouvi a canção pensei: “Esta é uma boa canção, apareceu na minha vida neste momento... e tem uma frase que me tocou especialmente: “Tantas veces me mataron, tantas veces me morí, Sin embargo estoy aquí resucitando”. Estava num período de tratamento contra o cancro, pensei que era uma frase muito sugestiva para dizer às pessoas: “São palavras escritas por outra mulher, não por mim, mas o sentimento é o mesmo que vivo”.

A Luz é vista como uma mulher com muita garra e muita força. De onde vem?
(ri-se). Queria saber-se para colher e não soltá-la! Acho que tenho na minha vida muita ilusão pelas coisas, por crescer, por ampliar o conhecimento sobre a música e das pessoas. É como ter o olhar de uma criança. Creio que guardo o espírito dos meus primeiros anos praticamente intactos, ainda que tenha as minhas decepções, como todos. Mas quando se trabalha com o corpo, com as emoções, é muito desgastante. É como se esfregasse muito a pele e chegará a um momento em que não há pele, só haverá o osso. É difícil, mas tenho a sensação que a força vem, sobretudo, da minha ilusão.

A ilusão dá-lhe uma pele dura!
Eu não... sou muito frágil! (sorri)

É apenas aparente.
A minha mãe diz que eu sou como as princesas dos contos de fadas: se me puserem uma ervilha na cama, eu noto!

Uma das coisas que se fala muito nas suas entrevistas é a sua doença. Isso também foi importante para a forma como canta hoje?
Acho que sim, tudo o que vivo reflecte-se na música: as músicas que escrevo ou que canto. Mas não posso dizer que o que canto é graças a isso. São experiências duras da vida, doenças quase mais da alma do que do corpo. Acho que não há ninguém que esteja preparado para estas situações e, no meu caso, vai saindo-se pouco a pouco. Fortalece-se o pensamento. No meu caso, comecei a fazer o disco “Vida Tóxica”, durante o tratamento.

É um estilo que quer continuar a fazer e talvez a escrever?
Quem sabe? O que tenho claro é que sou uma pessoa versátil e interessada na música, em geral. Tenho interesses diferentes e é um estilo que sei que posso fazer, mas do futuro não sei nada...

 

 

 

"Tenho muita sorte em trabalhar com Lady GaGa"

No dia em que se soube que a polémica cantora Lady GaGa vem a Portugal em Dezembro, para actuar no Pavilhão Atlântico, o Metro publica uma entrevista exclusiva com o realizor Jonas Arkelund, o realizador responsável por vídeos memoráveis como "Paparazzi" e "Telephone".

 

 

 

“Há uma pressão para me exceder com cada videoclipe”, admite o realizador Jonas Akerlund. Ele é muito conhecido pela sua longa relação profissional com Madonna. Mas ultimamente, os seus clips para Lady Gaga têm ganho mais atenção. Há “Paparazzi”, no qual entra Alexander Skarsgard a empurrar a diva de uma varanda. E não esqueçamos “Telephone”, o controverso mas realmente bom blockbuster de 10 minutos que conta com Beyoncé e Gaga a alcançarem o auge como resposta da música pop a “Thelma e Louise”. Akerlund abre as portas do seu trabalho.

 

Diria que há um regresso dos videoclipes?

É engraçado, eu quase perdi o interesse por eles por uns tempos porque parecia que o mercado não precisava de videoclipes. Nós estávamos a fazê-los e nunca apareciam. Jovens artistas como Gaga e a Internet ajudaram a mudar a vida dos videoclipes. Ela fê--los regressar os anos 90, quando eram engraçados e as pessoas viam-nos e falavam sobre eles. Mas não é só Gaga, são outros vídeos que eu também fiz. Maroon 5, Rammstein e Mika também têm vídeos com muito sucesso.

 

 

Muitos meios de comunicação social dizem que o seu videoclipe da música “Telephone” foi baseado no filme “Kill Bill”. Concorda?

“Kill Bill” nunca foi uma inspiração. A única razão pela qual as pessoas dizem isso é porque nós tivemos o carro que foi usado no filme. Nós queríamos ter um carro diferente. Mas apenas alguns dias antes das gravações, Quentin Tarantino ofereceu-se para nos deixar usar o carro do “Kill Bill”. Toda a comparação foi uma espécie de elogio, mas há muito mais para dizer acerca do vídeo para além do carro.

 

 

Ficou surpreendido pelo vídeo ter gerado tanta controvérsia como gerou?

Nunca se está à espera. O que sabíamos é que nos estávamos nas tintas para as regras – o formato, como as pessoas iriam vê-lo e as regras censórias da MTV.

Os fãs vão à Internet e vêem o vídeo. Tem piada porque foi mostrado no Mundo inteiro. O único sítio onde não foi mostrado devido às regras foi na MTV América. Felizmente, a gestão de Gaga foi forte o suficiente para dizer “vão à m...”. E em termos de criatividade deu-nos mais flexibilidade.

 

 

A MTV mais tarde negou ter banido o vídeo. Mas muitos utilizadores queixaram-
-se por ter demasiada violência entre mulheres. Acha que o público é mais conservador hoje do que era na altura em que o seu trabalho apareceu?

Eu não sabia que a MTV finalmente aceitou o vídeo. Ainda bem para eles. De facto, não há violência contra as mulheres no vídeo. Especialmente se o compararmos com outras coisas na TV. O vídeo é provocador. E todo o bocadinho de atenção é bom no meu portefólio. O vídeo é um misto de Mundo louco. Eu nunca pensaria que ser demasiado sexual é uma coisa má. Eu gosto de sexo. E penso que cabe ao público procurar o que cada um quer ver. Eu não gosto que qualquer um me diga o que eu posso e não posso fazer. A liberdade permite que nos expressemos. Eu confio na sentença do público.

 

 

Como é que funciona o seu processo de criatividade?

Normalmente eu tenho muita comunicação com os artistas, o que torna o processo mais fácil de várias formas. Em regra, começa quando me telefonam e me enviam a música. Tradicionalmente, a produtora manda um comentário muito curto acerca da música e depois eu tenho um ou dois dias para escrever um rascunho. Os realizadores de videoclipes estão normalmente em competição com outros neste aspecto. Mas isso já não acontece comigo, porque eu já faço isto há algum tempo. Para além disso, já todos nos conhecemos. Por isso, às vezes, os realizadores falam abertamente entre eles acerca dos projectos de cada um. Mas em termos específicos, eu tento sempre analisar o artista. Tento descobrir do que fala a música. Como é que vai parecer a arte final do trabalho. Onde é que o artista vai andar em tour. Quais as preferências do guarda-roupa do artista.

 

 

Até que ponto pensou no guarda-roupa de Lay Gaga quando realizou “Telephone” e “Paparazzi”?

Claro que o guarda-roupa dela é uma grande parte de tudo o que ela faz, por isso eu tenho-o em conta. A coisa boa acerca de Gaga é que ela tem uma grande preocupação com a fotografia e com os detalhes. Por isso, nós tivemos muita comunicação, com ideias para trás e para a frente. “Vamos tentar isto como alternativa”. “O que achas deste look?”. O processo passou muito por isto. Ela dá muita importância a tudo o que tem a ver com as suas músicas, visuais, vídeos e actuações. Ela também está rodeada por designers muito talentosos. Tenho sorte em trabalhar com ela.

 

 

Trabalhou repetidamente com Madonna e Lady Gaga, que estão ambas no auge do estrelato pop. Acha que as expectativas são mais altas nesses vídeos?

Eu trato todos os trabalhos de forma igual. Não importa se é a Madonna ou um artista desconhecido. Se eu digo sim a um trabalho, faço-o com o mesmo entusiasmo e os mesmos padrões de sempre. Trabalhei com Madonna durante 12 anos e o bom dessa relação é que nos conhecemos um ao outro.

 

 

Há mais alguém com quem gostaria de trabalhar e não o tenha feito até aqui?

Infelizmente, gostava de trabalhar com Michael Jackson e isso não vai acontecer. Neste momento, estou interessado no mundo de Gaga. Quero trabalhar com artistas novos e jovens.

 

Por Kenya Hunt

MWN Londres 

  

Pág. 1/7